ECONOMIA

Banco do Brasil lança plano que aplicará R$ 12 bilhões na agricultura de Mato Grosso 366


Fotografia: GCOM-MT

Um total de R$ 103 bilhões será oferecido pelo Plano Safra do Banco do Brasil aos produtores rurais no país, nos anos de 2017 e 2018, valor 30% maior do que foi oferecido em 2016. Em Mato Grosso, cerca de R$12 bilhões devem sem aplicados.

O Plano Safra é uma linha de crédito destinada pelo banco aos pequenos, médios e grandes produtores rurais. O superintendente estadual do Banco do Brasil em Mato Grosso, Sotero Sierra Neto, afirmou, durante o lançamento do Plano Safra 2017/2018, que o benefício pode ser oferecido a qualquer produtor que esteja com o nome limpo.

“Para estar apto a receber existem as partes formais, precisa ter o nome limpo, você tem que estar com o seu cadastro em dia, esse é o primeiro passo, mas existem várias operações aí que a gente pode fazer pra pessoas que nem têm conta no Banco do Brasil. Todos eles vão ser atendidos, como sempre fizemos, desde a agricultura familiar até o grande produtor”, disse o superintendente.

Ele disse que especificamente para Mato Grosso, quase R$ 12 bilhões deverão ser destinados ao agronegócio. “Aqui tem uma área agricultável enorme, basta a gente utilizar os recursos que temos de uma forma correta, com agilidade e velocidade. Para Mato Grosso eu estou falando de R$ 8 bilhões, mais R$ 3 bilhões do Fundo de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) do banco, quase R$ 12 bi que nós temos pra colocar nesta próxima safra”, afirmou Neto.

A expectativa do produtor, no entanto, não é tão positiva. O produtor Alvanir Manoal Laurindo, dono de uma grande propriedade no Estado, afirma que o processo é burocrático e é difícil conseguir receber o crédito. “Minha expectativa não é muito animadora, porque o volume de dinheiro que eles anunciam todo ano até é suficiente para atender, mas eles não conseguem aplicar. São muitas restrições, exigências, eles têm uma interpretação própria da forma de dar crédito, então hoje eles não atendem muito a necessidade do agricultor”, disse Alvanir.

Ele acredita que o problema é que o Banco do Brasil é um banco comercial tentando ser banco agrícola. “Enquanto o Banco do Brasil for um banco comercial e não um banco da terra, ele vai ter este problema, porque o interesse é comercial. As taxas são outras, em algumas linhas ela se torna pesada. Não sei por que o contribuinte brasileiro precisa ter um banco comercial pra financiar a agricultura, isso é uma distorção dessa involução de governo que a gente teve”, disse o produtor.

Porém, o superintendente acredita que a ação do banco pode contribuir para o avanço do agronegócio no país. “O agronegócio é a locomotiva do Brasil, isso é incontestável. O Brasil está em um momento diferente agora, a interferência política parece não afetar tanto a pujança e o crescimento do país, existem números e fatos que mostram isso. E o banco tem 60% de participação no agronegócio nacional, em mato grosso também não é diferente. É o maior banco do país para o agronegócio”, afirmou o superintendente.

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