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OBRA QUASE PRONTA

Com MPE em cima, Salgadeira pode ser inaugurada sem banho 985

Empresa Farol Empreendimentos, que começou a obra e não terminou, pode ser alvo de tomada de contas


Fotografia: Christiano Antonucci/Gcom-MT

O governador Pedro Taques (PSDB) prometeu, nesta sexta-feira (09), entregar até o dia 8 de abril deste ano as obras do Complexo da Salgadeira, localizado no km 45 da MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães.

 

Ao lado dos secretários Wilson Santos (Cidades), Luis Carlos Nigro (Turismo) e Marcelo Duarte (Infraestrutura), o tucano fez uma das últimas visitas para acompanhar a obra, que está 95% concluída.

 

“Esta obra era para ter sido entregue na Copa do Mundo, mas, infelizmente, a empresa não teve condições, contrato mal feito, projeto de péssima qualidade. Tivemos que refazer tudo. Nós fizemos um novo projeto e essa obra será entregue no aniversário de Cuiabá. Como todos sabem aqui ainda é Cuiabá”, disse em conversa com a imprensa.

 

Apesar de estar próxima de ser concluída, a obra pode ser inaugurada sem a possiblidade de que os visitantes possam tomar banho. Isso porque o promotor de Justiça de Cuiabá, Marcelo Caetano Vacchiano, responsável pelo Núcleo de Defesa do Meio Ambiente, tem exigido uma série de itens para que o banho seja liberado no local.

 

Christiano Antonucci/Gcom-MT

Pedro Taques Salgadeira

“Estamos trabalhando para poder inaugurar a obra com o banho. Mas estão sendo feitos estudos ambientais"

Por conta das exigências, pode ser que o Governo não complete todos os quesitos até o dia 8 de abril.

 

“Estamos trabalhando para poder inaugurar a obra com o banho. Mas estão sendo feitos estudos ambientais. O Ministério Público está muito preocupado com o cuidado e exigiu todos os estudos. Quase um EIA RIMA completo”, afirmou Nigro.

 

“Isso leva tempo e estamos tentando abreviar dentro estudos dentro da Sema. Já contratamos equipes técnicas para fazer esse licenciamento. E após isso, vai passar na mão do promotor, Marcelo Vacchiano. Depois, passar por uma comissão de licenciamento da Salgadeira. E aí é que vai ser aprovada. Então, tudo isso leva tempo”, disse.

 

Durante a visita, Nigro informou Taques sobre a possibilidade de a inauguração ocorrer sem a liberação do banho. O governador fez cara de desaprovação e questionou quem era o promotor do MPE que estava cuidando do caso.

 

“Isso está sendo tratado com o Ministério Público. Eu defendo que tenhamos banho, mas está dependendo do MPE e temos que respeitar as regras ambientais. Essa questão está sendo tratado pelo secretário Wilson Santos”, disse Taques.

 

Problemas com empresa

 

As obras da Salgadeira, desde 2013, eram de responsabilidade do Consórcio Salgadeira, formado pelas empresas Farol Empreendimentos e Ypenge Projetos Florestais e Ambientais. O contrato, entretanto, expirou em julho de 2016 e não foi renovado.

 

Foram pagos a empresa R$ 2,5 milhões de um total de R$ 6,3 milhões do contrato inicial.

 

Segundo Wilson Santos, a empresa pode ser alvo de uma tomada de contas.

 

Isso está sendo tratado com o Ministério Público. Eu defendo que tenhamos banho, mas está dependendo do MPE

“Esse é um caso que provavelmente haverá tomada de contas especial. Aqui houve investimentos do Governo Federal através de financiamento do BNDES. E é muito provável que a empresa Farol vai ter que se explicar judicialmente”, disse o secretário.

 

Wilson agradeceu ao empresário Carlito Moussalem, da Farol, por não impedir a retomada da obra no local. “Ele se curvou ao interesse público e não fez movimento para atrapalhar a retomada da obra”.

 

Já o governador preferiu não comentar se acredita que as empresas devam ser responsabilizadas.

 

“O governador não trata disso. Está sendo cuidado pela Secretaria de Cidades. Se a lei determinar, tenho certeza que o secretário de Cidades vai tomar as providências”, resumiu.

 

Cobrança em estacionamento

 

De acordo com os secretários, a obra contará com um posto fixo da Polícia Militar; 500 metros de trilhas suspensas, para evitar o contato da população com plantas e árvores; museu; estacionamento para 80 vagas de carro e 4 ônibus; energia solar.

 

O Executivo irá administrar por 90 dias. Neste mês, irá abrir uma concorrência pública para repassar a administração para o setor privado, que poderá conceder subcontratos para restaurantes, lojas e até a construção de um hotel.

 

Segundo eles, a entrada não será cobrada, mas, sim, o estacionamento.

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