RENDA MENOR

Negros têm menos escolaridade e renda inferior à dos brancos em MT, diz estudo 590

Dados do Ipea mostram que taxa de analfabetos é maior entre os negros em MT. Índice de pessoas com nível superior é maior entre os brancos.


Estudo divulgado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) nessa quarta-feira (10) mostra a desigualdade social entre brancos e negros em Mato Grosso. A renda média dos negros é de R$ 599, enquanto a dos brancos é de R$ 1.040, por exemplo. O levantamento é referente a dados de 2010 e foi feito em parceria com o Pnud (Progama das Nações Unidas para Desenvolvimento) e a Fundação João Pinheiro.

O relatório se chama 'Desenvolvimento Humano para Além das Médias: Índice de Desenvolvimento Humano Municipal por cor, sexo e situação de domicílio'.

Conforme os dados divulgados, disponíveis no Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil, do Ipea, a taxa em Mato Grosso de pessoas extremamente pobres é de 4,54% para negros, enquanto para os brancos é de 2,65%. A taxa de pobres entre os negros também é maior: 11,55% contra 6,73% entre brancos.

O percentual de pessoas com mais de 18 anos analfabetas também é maior entre os negros. Os que não sabem ler e escrever somam 10,82%, enquanto os brancos na mesma situação são 5,72%. O acesso a um diploma universitário também é menor entre os negros. Conforme o estudo, 7,1% deles têm nível superior completo, índice que sobe para 15,40% entre brancos.

Para a mestre em educação Zizele Ferreira, pesquisadora do Núcleo de Estudos de Pesquisas sobre Relações Raciais e Educação (Nepre), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), é preciso que o poder público cumpra seu papel para que as desigualdades sociais sejam superadas.

"Necessitamos de governos atentos aos índices sociais, que se sensibilizem às questões raciais que sempre foram gritantes neste país. Isso se dá por meio de destinação de recursos voltados a iniciativas que promovam a equidade e combata os diferentes tipos de discriminação a que estão sujeitos negros e negras, mulheres e a população da zona rural", disse.

Ela ainda citou a importância da educação como instrumento de mudança da situação atual. "Os movimentos sociais negros veem lutando há anos para que a Educação assuma seu importante papel na transformação das desigualdades sociais e raciais, de modo que possamos exercer a cidadania e construirmos um país, de fato, democrático", afirmou.

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