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Independente

Selma cita delação contra Taques, “rasteira” de Leitão e rompe com PSDB 175

Selma se disse vítima de tentativas de “rasteira” de Nilson Leitão e lembrou as delações contra Pedro Taques como justificativa para o rompimento.


A juíza aposentada Selma Arruda (PSL) acaba de romper com o PSDB e anunciou que irá tocar sua campanha longe do governador Pedro Taques e do deputado federal Nilson Leitão. Ela fez questão de deixar claro que não está desistindo da candidatura, mas que está adotando uma postura de “independência” e distância dos tucanos.

Selma se disse vítima de tentativas de “rasteira” de Nilson Leitão e lembrou as delações contra Pedro Taques como justificativa para o rompimento. “Não tenho nenhuma condição de permanecer no mesmo palanque”, desabafou Selma, ao ler texto durante entrevista coletiva concedida na tarde desta sexta-feira (31).

“Vim para a política para ser diferente e para fazer a diferença. Não posso tolerar nada que fira meus princípios e que seja incoerente com meus princípios”, justificou.

Delações

As delações que Selma faz referência são as de Alan Malouf e Permínio Pinto. Os dois foram presos pela magistrada no passado, no âmbito da operação Rêmora. Questionada sobre o porquê só se afastou de Taques agora, sendo que já tinha conhecimento do esquema, ela alegou que até então só tinha declaração de réus, mas que agora pesam contra Taques delações homologadas no Supremo Tribunal Federal.

“Rasteira”

No texto em que leu, Selma acusou Leitão de atuar nos bastidores para prejudicá-la. “Bastou oficializarmos a coligação com o PSDB para a realidade mostrar que não há reciprocidade ética”, criticou. Ela se disse vítima de “todo tipo de boicote e rasteira”. “Esse senhor [Nilson Leitão] incentivou uma candidatura ao Senado com o perfil parecido ao meu para reduzir minhas chances”, acusou. A gira d’água, de acordo com ela, foi a divisão do tempo de televisão.

Bolsonaro como prioridade

Selma ainda declarou que desde que entrou na política, tomou como prioridade de atuação ajudar na eleição de Jair Bolsonaro e que com a divisão de tempo prejudica sua estratégia. “O PSDB me deu migalhas do tempo sob alegação esdrúxula de que não admitia espaço a Bolsonaro”, criticou.

Sem Galli

A entrevista coletiva concedida por Selma Arruda não contou com a presença de Victório Galli, presidente do PSL, somente Nelson Barbudo, que é vice-presidente do partido em Mato Grosso. Selma afirmou que seu posicionamento não é partidário e que Galli pode continuar marchando ao lado de Taques e Leitão para ajudar nas chapas proporcionais.

Já não começou bem...

A “parceria” entre Selma, Leitão e Taques já não começou bem. Antes mesmo da convenção, Selma Arruda fez uma transmissão ao vivo no Facebook, na qual afirmou que seus eleitores não eram “obrigados” a votar em todos os candidatos da chapa majoritária. A declaração à época enfureceu tucanos, que viram oportunismo na fala da juíza aposentada.

Segmentos do PSDB chegaram a pressionar por uma mudança na chapa majoritária, com a retirada de Selma Arruda da vaga ao Senado. O governador Pedro Taques entrou no circuito e conseguiu apagar o incêndio, contornando a crise e garantindo a aliança.

A disputa por tempo

A convivência que já não vinha nada bem se agravou com a disputa pelo tempo de propaganda gratuita. Todos os partidos da chapa entendem que Leitão deve ficar com o tempo integral do PSDB e Selma com o tempo do PSL. O resto do tempo da coligação fica dividido entre os dois candidatos, o que deixa a juíza aposentada com 28 segundos e Leitão com 1 minuto e 4 segundos. Indignada, Selma brigou internamente e ameaçou entrar na Justiça, mas saiu derrotada.

Uma reunião chegou a ser convocada para contornar a crise, mas não resolveu o problema. Os tucanos acusaram Selma de não comparecer ao encontro, realizado na quarta-feira (29), e a candidata afirmou que a reunião era para dirigentes partidários e não para os candidatos. Paulo Borges, presidente do PSDB, representou a ala tucana, e o deputado Victório Galli, presidente do PSL, advogou pelos interesses de Selma.

Ao final da reunião, Paulo Borges, presidente estadual do PSDB, afirmou que a tese de Leitão é a acatada pela maioria. “Essa reunião deliberativa foi provocada pela candidata ao Senado Selma Arruda, foi de plano acatado pelos partidos. Fizemos a reunião, deliberamos o entendimento, um alinhamento e tudo certo, tudo resolvido, e vamos trabalhar e pedir votos”, tentou minimizar. “A grande a maioria quase absoluta, menos o PSL, entendeu que cada partido fica com seu tempo”, completou.

“Isso ai foi um entendimento da grande maioria dos presidentes de partidos que formam a coligação. Nós tivemos a presença do deputado Nilson Leitão [na reunião]. Então eu quero aqui agradecer esse desprendimento do deputado Nilson, que pelo fato de a Selma não estar presente, ele saiu do recinto. Não participou, deixou que os presidentes tomassem conta. Então tudo o que nós decidimos aqui pode ser mudado em uma conversa do deputado Nilson com a juíza Selma”.

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