ECONOMIA

Considerado nova “poupança”, Tesouro Direto entrega rentabilidade até quatro vezes maior 756


Considerado a nova poupança do século 21, o Tesouro Direto tem se tornado uma das opções para aqueles que desejam poupar/investir em longo prazo. Os resultados, dependendo do título (indexados ou prefixados), segundo especialistas, podem trazer rentabilidade até quatro vezes superior à tradicional poupança. Investimentos partem de R$ 30,00.

Guilherme Castro investe há quatro meses no Tesouro Direto, após conhece-lo através de amigos e pesquisar em mídias digitais. Ele revela que inicialmente investiu R$ 1.500 para ver como se comportava a liquidez diária do Tesouro Selic (título indexado).

“Vi que a liquidez diária era de aproximadamente R$ 0,60, o que no mês me deu um rendimento bruto de em torno de R$ 18. Porém, nos primeiros meses no Tesouro Selic é cobrado uma taxa de imposto de renda de 22,5% sobre o rendimento. Fora a taxa que a Bovespa cobra. Apesar destas peculiaridades, percebo que mesmo após todas essas deduções ele me rendeu quase o dobro da poupança. Fora isso o rendimento é diário, coisa que na poupança o rendimento é mensal, ou seja, se eu retirar após três dias de aplicação terei meu rendimento. Já na poupança se eu retirar um dia antes do aniversário da aplicação eu não recebo nada”, diz Guilherme Castro.

De acordo com o Tesouro Nacional, o Tesouro Direto é um programa desenvolvido em parceria com a BMF&F Bovespa para venda de títulos públicos federais para pessoas físicas, por meio da internet. O Tesouro Nacional explica que a quantidade mínima de compra de título no Tesouro Direto é uma fração de 0,01, ou seja, 1% do valor de um título desde que respeitado o valor mínimo de R$ 30,00 (confira aqui tabelas e valores).

Dados recentes do Tesouro Nacional revelam que em janeiro as vendas do Tesouro Direto atingiram mais de R$ 2,474 milhões, enquanto os resgates totalizaram R$ 2.206,1 milhões, sendo R$ 1.486,0 milhões relativos aos vencimentos do mês e R$ 720,1 milhões, às recompras.

Em janeiro, 72.591 novos participantes se cadastraram no Tesouro Direto e o número total de investidores atingiu 1.198.803, o que representa um aumento de 84% nos últimos 12 meses.

Conforme Bruno König, um dos responsáveis pela Vestra – Agente Autônomo de Investimentos, não há dados de investidores por Estados e sim apenas por região. Ele comenta que a região Centro-Oeste representa hoje 7,5% do total de aplicações no Tesouro Direto.

Apesar de a pessoa poder retirar a qualquer momento o valor investido e o que o mesmo rendeu, König explica que para evitar qualquer deságio, o ideal é que o investidor tente levar o título até o vencimento, bem como observar também o momento econômico, pois cada título tem a sua particularidade.

“Podemos dizer que o Tesouro Direto é a nova poupança do século 21, uma vez que entrega uma rentabilidade muito superior, chegando a ser até quatro vezes maior à poupança, dependendo do título. A medida que o brasileiro começa a conhecer que o Tesouro Direto entrega uma rentabilidade bem superior e que é fácil investir, a tendência é que haja cada vez mais adeptos”, diz König.

Existem três tipos de títulos no Tesouro Direto: Títulos indexados à taxa Selic (LFT), Títulos prefixados (LTN) e (NTN-F) e Títulos indexados à inflação (NTN-B). Hoje, há títulos com vencimento variando entre 2020 (Tesouro Prefixado 2020 (LTN)) e 2050 (Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2050 (NTN-B)).

Os Títulos indexados à taxa Selic (LFT) é indicado quando a tendência é de elevação da taxa básica de juros ou a manutenção em patamar elevado. Segundo os especialistas, o valor de mercado desse título apresenta baixa volatilidade, evitando perdas no caso de venda antecipada.

Já nos Títulos prefixados (LTN) e (NTN-F) a rentabilidade é dada através de uma taxa preestabelecida no momento da compra, o que permite ao investidor o cálculo da rentabilidade anual caso o título seja mantido até o seu vencimento. Dentro dos Títulos Prefixados existem dois tipos de títulos: O Tesouro Prefixado (LTN) e o Tesouro Prefixado com Juros Semanais (NTN-F). O Tesouro Prefixado (LTN) é indicado para aquele investidor que vai utilizar o valor após o vencimento, pois paga os juros acumulados no vencimento, enquanto o Tesouro Prefixado com Juros Semanais (NTN-F) paga juros a cada seis meses.

No caso dos Títulos indexados à inflação (NTN-B) a rentabilidade destes títulos é contabilizada por uma taxa prefixada acrescida da variação da inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

“Para investimentos de curto prazo, títulos prefixados ou indexados à taxa Selic são boas opções. Para longo prazo, títulos indexados ao IPCA são mais vantajosos, por proteger seu investimento da inflação. Caso, o investidor não tenha certeza se poderá manter o investimento até o vencimento do título, o melhor é o Tesouro Selic”, pontua Bruno König.

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