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SÓ COBRANÇAS

“Cidadão está impaciente e tenho as costas riscadas de tanto apanhar”, diz Taques sobre ataques que recebe 378


Fotografia: Christiano Antonucci Santoro / GCom-MT

Prestes a passar pela sabatina da CPI do Fethab e do Fundeb na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e enfrentando a eterna cobrança de recursos para saúde, principalmente dos hospitais filantrópicos, o governador José Pedro Taques (PSDB) aproveitou evento em Chapada dos Guimarães na última semana, para reclamar que tem “apanhado demais”. E até fez uma metáfora com o período em que os castigos físicos deixavam as costas riscadas pelas marcas de látego.

O governador afirmou que, por isso, tem trabalhado mais e falado cada vez menos. “Tenho trabalhado muito. Temos de falar menos e trabalhar cada dia mais”, afirmou ele, ao lado da prefeita Thelma de Oliveira (PSDB), de Chapada dos Guimarães, do ex-senador Jayme Campos (DEM) e do senador Wellington Fagunes (PR), entre outros.

Pedro Taques reconhece que as pessoas têm paciência reduzida, quando se trata de julgar e interpretar o trabalho do serviço público. “O cidadão está impaciente. O governador apanha o dia inteiro. As minhas costas estão, assim, todas riscadas de tanto apanhar. Mas apanhar é bom, porque você aprende”, ponderou ele, que sustenta a tese de que o elogio corrompre e a crítica corrige.

Independente do cargo, reconhece que as os ataques são para cobrar melhorias coletivas. “O título é passageiro e o cargo é temporário. É importante que sejamos cidadãos”, ponderou.

O  chefe do Poder Executivo de Mato Grosso se apressou em corrigir sua tese, ao lembrar que não é o único gestor público cobrado e, sim, todos os detentores de mandato, inclusive os vereadores. “Vereador é muito imporante. E é cobrado o tempo todo, até quando está no velório, no batizado, no aniversário está lá o eleitor cobrando-o”, ponderou, ao lado de nove vereadores de Chapada dos Guimarãs e três de Cuiabá – Dilemário Alencar (Pros), Marcrean Santos (PRTB), Mário Nadaf (PV).

Na sessão de confetes, Taques enalteceu a história de Jayme Campos, num autêntico desagravo público às dificuldades jurídicas que a prefeita Lucimar Campos (DEM), de Várzea Grande, vem enfrentando, duas vezes cassada pela Justiça Eleitoral. O recurso de Lucimar Campos deve ser julgado em fevereiro pleo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

O goverandor recordou que, na infância, comeu lata de leite Ninho, em pó, comprada fiado, no empório Futurista, do saudoso Júlio Domingos de Campos, o seo Fiote, pai dos ex-governadores Jayme Veríssimo e Júlio José de Campos. “Jayme Campos tem o meu respeito. Não precisaria estar aqui. Mas está aqui, porque ama o seu Estado. Ama Chapada dos Guimarães. Ele teve 75% dos votos de Chapada [em 2006, para o Senado]. E, eu, tive 76%”, complementou Pedro Taques Taques.

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