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R$ 779 MIL

MTI contrata "fábrica de software" de empresário citado em delação de Nadaf 189

Contrato foi celebrado entre a MTI e a Ábaco, da área de TI


Fotografia: Reprodução

A Ábaco, empresa de tecnologia da informação que tem como um dos sócios o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), foi contratada pela Empresa Mato-grossense da Tecnologia da Informação (MTI), presidida pelo presidente estadual do PSDB, Paulo Borges, para criar softwares e outros serviços. O contrato é de quase quase R$ 800 mil conforme extrato publicado no Diário Oficial do Estado no mês de janeiro de 2018.

O contrato tem validade de um ano e prevê prestações de serviços presenciais e não presenciais “em regime de fábrica de software (Genexus) de desenvolvimento, manutenção, testes, sustentação, documentação e preparação de ambiente de treinamento de sistemas de informação”. O valor total que será pago é de R$ 779,940 mil.

A MTI substituiu o extinto Centro de Processamento de Dados do Governo de Mato Grosso (Cepromat). No anúncio da mudança de nome e na reestruturação da autarquia, foi anunciado que a MTI funcionaria como uma empresa de Tecnologia de Informação, coordenando a infraestrutura de TI do Estado e desenvolvendo projetos específicos.

A Ábaco possui contratos milionários com o Governo do Estado em outras secretarias, entre elas, a Secretaria de Estado de Educação. Jandir Milan é um dos proprietários da empresa e também da Milanflex Indústria e Comércio de Móveis e Equipamentos Ltda, que também mantém contratos com orgãos públicos.

Ele citado na delação premiada do ex-secretário de Estado da Casa Civil, Pedro Nadaf. Milan é acusado de ter entregado um pacote com R$ 400 mil em dinheiro ao ex-governador Silval Barbosa (PMDB), durante encontro no apartamento do político, no Jardim das Américas, na Capital, em 2010.

O caso vem sendo investigado pela promotora Ana Bardusco, da 4ª Promotoria de Justiça da Defesa da Administração Pública e da Ordem Tributária da Capital. "Jandir Milan afirmou que por já possuir incentivos fiscais e muitos negócios com o Governo do Estado de Mato Grosso, iria pensar sobre o assunto e entraria posteriormente em contato comigo, já sinalizando uma possível colaboração financeira, afirmando que ‘nós, empresários, temos que acender velas para todos os santos", sintetiza.

O empresário nega toda versão de Nadaf. Em entrevistas, ele qualificou o ex-secretário como "louco e estar falando inverdades", já que à época ele um dos coordenadores da campanha de Mauro Mendes (PSB) ao palácio Paiaguás.

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