• Diamantino, 13/12/2018
  • Dólar: R$
  • Euro: R$
  • Fonte Yahoo Exchange
ECONOMIA

Mato Grosso foi o terceiro Estado mais afetado pela crise econômica de 2016 140


Fotografia: Reprodução

O Sistema de Contas Regionais (SCR) de 2016, apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e que fornece estimativas do Produto Interno Bruto (PIB) de cada Unidade da Federação, mostrou que Mato Grosso foi o terceiro Estado mais afetado pela crise econômica, atrás apenas do Piauí e do Amazonas.


Conforme o levantamento, o desempenho do agronegócio , que teve resultado positivo em valores correntes, trouxe certo alívio para a economia de Mato Grosso, apesar da queda do PIB. Curiosamente, o baixo desempenho apontado pela série do IBGE foi provocado justamente pela atividade agropecuária, que naquele ano foi duramente atingida pelas condições climáticas desfavoráveis, devido à forte estiagem ocorrida em especial no período de segunda safra.

O desempenho de Agricultura, inclusive apoio à agricultura e a pós-colheita explica o ganho relativo em valor e a queda em volume, já que nesta atividade houve redução da produção em quantidade, mas também valorização de preços.

Ocorre que, a maior parte da produção agropecuária foi exportada e ficou isenta de pagar Imposto sobre Circulação de Mercadoria (ICMS), medida assegurada pela Lei Kandir. Isso explica, em partes, a forte crise de caixa vivida pelo Governo do Estado nos últimos anos.

No geral, a economia mato-grossense apresentou PIB de R$ 123,83 bilhões e retração em volume de 6,3% em 2016. Mas, ainda assim, o estado aumentou sua participação na economia nacional, de 1,8% para 2,0%, e saltou uma posição na lista de posição relativa segundo o PIB, da 14ª para a 13ª.

O cultivo de soja foi amplamente atingido, bem como as culturas de algodão e milho. Contudo, a atividade teve resultado positivo em valores correntes devido ao aumento de preços e redução de custos de alguns dos principais insumos para a produção. Enquanto isso, na Pecuária, inclusive apoio à pecuária, o crescimento em volume de 4,0% foi impulsionado pela criação de bovinos.

A Indústria do Mato Grosso apresentou queda em volume de 4,5%, em que pesou em grande medida o desempenho da atividade de Construção, com decréscimo de 12,9%. Tal resultado vinculou-se ao contexto nacional de retração da Construção em função da queda de investimento, com destaque para a retração nas obras de infraestrutura. Já em Indústrias de transformação, a queda de 0,9% ocorreu principalmente devido à fabricação de álcool e biocombustíveis.

Serviços sofreu a menor queda em volume entre os três setores, -1,9%, e teve sua participação no valor adicionado bruto da economia mato-grossense reduzida em função do ganho relativo da Agropecuária, em valores correntes.

As atividades que mais influenciaram o resultado em volume do estado foram Comércio e reparação de veículos automotores e Transporte, armazenagem e correio, que apresentaram queda de 9,4% e 5,0%, respectivamente. Porém, outras atividades de grande participação no setor tiveram desempenho em volume positivo, o que contribuiu para conter parcialmente o resultado de Serviços, sendo elas: Administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social, 2,0%; Atividades imobiliárias, 2,6%, e Educação e saúde privadas, 4,5%.

Veja também

TEMPO Semana deve continuar com pancadas de chuva em Cuiabá; 33 cidades de MT com alerta de granizo e temporal
EDUCAÇÃO Campus da Unemat em Nova Mutum passará por adequações
FAEPEN Faepen abre inscrições para contratação de professores para Engenharia de Alimentos da Unemat
DADOS IMEA Após sequência de quedas, custo da lavoura de soja dispara e é o maior em 5 anos no MT
Suspeito Candidatos denunciam falhas em concurso da Prefeitura de Diamantino (MT) e até uso de celulares durante as provas
Eats For You Aplicativo que conecta cozinheiros com amantes de comida caseira chega em Cuiabá
Publicidade

Copyright © 2013 - 2018 Jornal O Divisor - Todos os direitos reservados