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REFUGIADOS

Em busca de uma vida digna, mais 21 venezuelanos desembarcam em Cuiabá 121


Fotografia: Rogério Florentino/ Olhar Direto

Em busca de oportunidade e qualidade de vida, 21 venezuelanos desembarcaram em Cuiabá na última quarta-feira (21), transferidos de Boa Vista (Rondônia) pelo programa de interiorização. O grupo que é em sua maioria LGBT, foi recepcionado pelo Coordenador do Programa de Combate ao Trabalho Forçado da Organização Internacional do Trabalho (OIT) Antônio Carlos de Mello que reforçou a importância da inserção dessas pessoas no mercado de trabalho. “O processo de inserção dessas pessoas no mercado de trabalho é de extrema importância. São pessoas com diversas histórias, mas com o mesmo sonho, conseguir um emprego para dar uma vida digna a família”, afirmou.

O Governo Federal não traz ninguém diretamente da Venezuela, são imigrantes que entraram no Brasil através de Boa Vista (RR) e com o projeto do Governo Federal junto com Agência de Refugiados (Acnur) e a Organização de Internacional de Migração (OIM) eles passam por uma triagem para que sejam atendidos do ponto de vista de saúde e de documentação. Esse primeiro atendimento é de extrema importância para que os imigrantes sejam legalizados.



Com relação a uma possível dificuldade de encontrar vaga de trabalho para os venezuelanos que são homossexuais o coordenador da OIT pondera: “o Brasil é um país onde a gente sente essa resistência, o próprio brasileiro LGBT ele sente isso ao entrar no mercado de trabalho isso está bem claro quando você olha as estatísticas de renda e de inclusão profissional desse público, a gente vê que isso acontece não só com imigrantes, acontece com brasileiros também, porém a gente vê um movimento crescente de empresas que estão em um processo de responsabilidade social acolhendo a esses grupos então nós acreditamos que não vai ser tão difícil assim inserir eles no mercado de trabalho, não tem nenhum critério a mais por esse motivo, vai ser tão difícil esse grupo entrar no mercado de trabalho quanto é para os brasileiros LGBT mas a gente garante todo o esforço possível para trazer empresas que tenham sensibilidade para essa temática”.

O Jovem Hendrick Haziel tem 27 anos e veio neste grupo junto com o esposo Marcel, ele conta que já estava sem trabalho a muito tempo, “Estamos com muita esperança, eu sei fazer de tudo, posso lavar, construir, meu esposo também sabe, temos uma amiga no grupo que é maquiadora, não buscamos só a vaga, queremos uma oportunidade porque vontade a gente tem, força para trabalhar também”.




Ele ainda destaca que “a pastoral do migrante é a grande protagonista desse trabalho que vem sendo feito. É uma referência no Brasil o trabalho aqui em  Mato Grosso de interiorização dos imigrantes. Acnur, a OIM e a própria OIT reconhecem que o trabalho que vem sendo feito aqui pela pastoral com o apoio da política pública e do Ministério do Trabalho aqui eles são os verdadeiros protagonistas”.

Acolhimento:

As ações de acolhimento aos venezuelanos, em relação ao Executivo municipal estão sendo coordenadas pela Secretaria de Governo e envolvem as Secretarias Municipais de Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Assistência Social, Saúde, Ordem Pública, Educação, Gestão e o Núcleo de Apoio à primeira – dama Márcia Pinheiro.

A Secretaria de Assistência Social está cadastrando os migrantes no CadÚnico, para que possam ser incluidos nos programas assistenciais e nas ações oferecidas pelos Centros de Referência de Assistência Social (Cras). Também estão recebendo orientações para inclusão no mercado de trabalho através do Sine.

A coordenadora da Pastoral, Eliana Aparecida Vitaliana ressalta que a instituição recebe todo tipo de ajuda. Desde alimentos, até móveis e eletrodomésticos. No entanto, camas, fogões e geladeiras em bom estado de convervação são os itens que a Pastoral mais necessita. Ela pede para que as pessoas doem roupas sociais para que os imigrantes usem nas entrevistas de emprego.

Quem tiver interesse em ofertar emprego aos imigrantes e dar uma oportunidade assim como ajudar com doações pode entrar em contato com a Pastoral do Migrante através do seguinte telefone: (65) 3641-1451 ou pelo celular (65)  99958-3343.

Endereço: Av. Gonçalo Antunes de Barros, 2785 - Carumbé, Cuiabá - MT, 78058-743

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