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RUMO ÀS ELEIÇÕES

Wellington aceita Juarez como vice, mas diz que decisão pertence às siglas aliadas 650


Fotografia: Gilberto Leite

Pré-candidato ao Governo do Estado pela oposição, o senador Wellington Fagundes (PR) recebeu do MDB a indicação do ex-prefeito de Sinop Juarez Costa para vice na chapa majoritária que está articulando. No entanto, afirma que a decisão será tomada às vésperas das convenções que acontecem entre final de julho e início de agosto pelo chamado fórum de partidos que agrega PR, MDB, PP, PTB, PSB, além da proximidade com o PCdoB.

“O Juarez Costa eu conheço muito bem. Foi um excelente prefeito em Sinop, mas a decisão é do fórum dos partidos. Tenho autorização para conversar com todos os segmentos partidários e com a sociedade mato-grossense. Não vou decidir sozinho. Quero decidir em conjunto e os nomes apresentados serão levados a todos que fazem parte do projeto político”, declarou Wellington na abertura do encontro do PR para debater o processo eleitoral de outubro, realizado na tarde desta segunda (26), no Delmonde Hotel, em Cuiabá.

A articulação para Juarez ser candidato a vice foi divulgada em primeira mão pelo RDnews em 20 de fevereiro. O nome do ex-prefeito foi defendido pelo presidente do MDB em Mato Grosso, deputado federal Carlos Bezerra.

Outro nome destacado por Wellington é a ex-reitora da UFMT Maria Lúcia Cavalli Neder. Filiada ao PCdoB do segundo suplente Manoel Motta, a professora aposentada é pré-candidata ao Senado.

Wellington ainda lembra que está tentando ampliar o número de partidos na coligação. Os alvos da investida política são DEM, PSD e PT.

Sobre o DEM, Wellington lembra que o ex-governador Júlio Campos tem dito que a sigla pretende apoiá-lo caso Mauro Mendes ou Jayme Campos não sejam candidatos a governador. Além disso, afirma que existe indicativo da direção nacional do PT para firmar coligação com o PR em Mato Grosso.

“Ontem participei de reunião com PSD e a probabilidade de estarmos juntos é grande. Estamos conversando e cada partido tem sua reivindicação. O vice-governador Carlos Fávaro é pré-candidato a senador e temos que conversar bastante para cada uma achar seu espaço”, completou.

Ao reafirmar que o fórum de partidos faz oposição ao governador Pedro Taques (PSDB), Wellington critica a postura do tucano perante os demais líderes políticos do Estado, a qual classifica como “exclusivista e tacanha”.

“Vocês se lembram na nossa diplomação. Eu me coloquei à disposição e disse que tínhamos que trabalhar por Mato Grosso. O governador, na sua forma exclusivista e tacanha, respondeu que não precisava de senador para andar em Brasília. Não fiquei com raiva. E fui trabalhar, mas o governador teria que liderar esse processo. A primeira atitude dele foi pedir o impeachment da presidente, isolando Mato Grosso”, criticou o senador.

Além disso, Wellington garante não temer ataques durante o processo eleitoral e diz que não está preocupado com adversários que precisará enfrentar. Também minimiza o fato de ter sido derrotado quando disputou a Prefeitura de Rondonópolis.

“Sempre tem que ter a primeira vez. Mário Covas foi candidato a prefeito de Santos e perdeu. Depois, um dos melhores governadores que o Brasil já teve. Tenho a experiência de estar em Brasília por todos esses mandatos e agora como senador da República. Já provei que estou pronto, estou com vontade e estou preparado”, concluiu.

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