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POLÍTICA

“DEM marchará com Pedro Taques”, crava Wilson, apesar de críticas de Mendes e Júlio 858


Fotografia: Reprodução

Do alto da experiência de quem já disputou 13 eleições e venceu 10, o deputado estadual Wilson Santos (PSDB), líder em exercício do governo na Assembleia Legislativa, tem sido um dos principais articuladores pró reeleição do governador José Pedro Taques (PSDB). E é por conviver há décadas nos bastidores políticos de Mato Grosso que o ‘Galinho’ tira da manga ma tese no mínimo bombástica para a atualidade, prevendo a continuidade do Democratas, com Jayme Campos e Mauro Mendes, no palanque de Taques.

“Pode anotar aí: o DEM marchará com Pedro Taques! E quem tem coração fraco, pode se preparar e fazer os exames cardíacos. Política é território do imponderável”, afirmou Wilson, que considera plenamente viável a tese pró reeleição do atual governador.

E o cálculo de Santos é muito próxima daquela projeta pelo presidente da Executiva do PSDB, Paulo Borges Júnior, de que a aliança pró reeleição de Pedro Taques deve ter mais de 10 partidos. “O governador trabalha para melhorar Mato Grosso. Eu sei que já conta com PSDB, PSB, PPS, Solidariedade e Patriota, mas há conversa com vários outros partidos”, observou ele, para a reportagem do Olhar Direto.

Wilson foi quatro vezes candidato à Prefeitura de Cuiabá e venceu duas; uma vez vereador, duas vezes deputado federal e quatro vezes deputado estadual. “Aliança com uns 10 partidos; talvez mais. Provavelmente o DEM estará com o Pedro. Em política, eu só não vi boi voar. Mas se alguém me contar, eu também não duvido”, avaliou Santos, em tom jocoso.

Críticas de ex-aliados

Wilson trata de não dar ênfase às críticas dos ex-aliados Mauro Mendes, Júlio Campos (DEM) e Otaviano Pivetta (PDT), entre outros, à gestão do governador Pedro Taques. “Nosso trabalha é para aproximar as pessoas e com a paz. Faço política na linha da amizade”, pontuou ele.

O relacionamento de Mauro Mendes com Pedro Taques, para o líder em exercício do governo, pode ser reconstruído, porque houve respeito nas tratativas. “Por tudo que Taques fez pela gestão Mauro Mendes, como o Hospital São Benedito, destinando R$ 3 milhões para cirurgias ortopédicas e neurológicas. Alias, se não fosse Taques, não existiria Hospital São Benedito; sem taques, as obras do novo Hospital e Pronto Socorro Municipal não estaria andando, pois o governo está bancando dois terços de tudo o que está sendo investido para construir o novo hospital. Quase toda semana Taques está vistoriando”, lembrou Wilson.

“E o [ex-prefeito] Mauro Mendes também trabalhou duro para a realização desta obra. Silval Barbosa não foi o parceiro que Mauro queria na gestão municipal. O programa de asfalto em vários bairros só foi possível com parceria de Pedro Taques. Recapeamento da Prainha, da XV de Novembro e da Rubens de Mendonça (CPA) só foi possível porque Taques pagou a maior parte”, recordou Wilson, traçando um breve histórico das parcerias da Prefeitura de Cuiabá com o governo, nos últimos anos.

“Como se deram tão bem, podem ficar juntos novamente. Mauro veio do interior de Goiás, de onde pessoas têm sentimento de gratidão enorme. Defendo que o grupo continue junto. Penso que se  Mauro Mendes tivesse paciência e compusesse a chapa com taques, seria muito bacana”, complementou Santos.

"Histórias de Wilson"

Em entrevista anterior, em que também defendeu a manutenção da aliança PSDB-DEM em MT, Wilson chegou a sugerir que Mauro Mendes aceite ser vice de Taques neste ano para que assuma em 2022 a condição de candidato "natural" do grupo político.

“Eu agradeço à sugestão do Wilson, mas ele falou a frase que na política só não viu boi voar, não é isso? Então eu acho que essa é mais uma dessas histórias de boi voando que o Wilson conta por ai”, ironizou Mendes.

Conversas mantidas

O ex-governador Jayme Campos (DEM) garantiu em entrevista concedida na manhã de quinta-feira (26), que mantém diálogo com Pedro Taques (PSDB), mas ao mesmo tempo conversa com a oposição.

“Não vamos tomar nenhuma decisão de forma intempestiva. Vamos fazer mais uma três pesquisas, analisar os cenários, para saber de fato qual o jogo e qual o time que tem que ser escalado para jogar. Até mais ou menos o dia 05 de junho encerramos as pesquisas, aí sim vamos tomar um rumo. Política não tem um partido, tem ganhador e perdedor. E eu, particularmente, gosto muito de ganhar”, disse Jayme, sobre os rumos possíveis que o DEM pode tomar.

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