• Diamantino, 23/01/2021
LARANJÁVEIS

31 candidatos não tiveram votos, mas receberam dinheiro do

Recursos públicos alimentam o Fundo Partidário e o Fundo Especial de Financiamento de Campanhas, o


Em Mato Grosso, 31 candidatos e candidatas a vereador e vereadora, que constavam nas urnas em 15 de novembro, não receberam nenhum voto, apesar de terem recebido doações do Fundo Especial de Financiamento de Campanhas (FEFC), conhecido como “Fundão”, ou do Fundo Partidário. A situação indica a possibilidade de que, mesmo que tenham feito registro junto à Justiça eleitoral e recebido dinheiro público, não teriam feito campanha.


Em Mato Grosso, R$ 33,7 milhões do FEFC e do Fundo Partidário foram utilizados nas eleições municipais deste ano. Os nomes foram levantados após análise feita junto aos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As informações estavam atualizadas até 9 de dezembro às 22h em relação às prestações de contas. Ela inclui somente candidatos que constam com zero votos e que tiveram o registro de candidatura deferida, segundo a base de dados do TSE. No total, 147 candidatos constam como aptos, ou seja, podiam ser votados em 15 de novembro, mas não receberam sequer seus próprios votos.


Desse total, 31 receberam recursos dos fundos públicos, em cruzamento feito pela reportagem com a base de finaciamentos de campanha registrados pelo TSE. Esses possíveis “laranjáveis” receberam R$ 135,1 mil em recursos públicos. Em média, cada um teve direito a R$ 4,5 mil. A maioria, 25 candidatos, são de Cuiabá. Há ainda quatro de Várzea Grande, um de Campinápolis e um de Barra do Bugres.


Os valores do Fundão repassados aos 31 variam de R$ 600 a R$ 13 mil. O menor repasse foi feito a Catarina (PTC), em Cuiabá. Já o maior valor foi destinado à campanha de Nicinha do Pedra 90 (DEM), em Cuiabá.


A candidata do bairro Pedra 90 gastou apenas R$ 2 mil dos R$ 13 mil repassados pelo DEM, tendo contratado uma única cabo eleitoral. A candidata Kelem Hellebrandt (PTB) foi a segunda que mais recebeu recursos entre os 38, com R$ 10 mil do Fundão do PTB. Ela gastou R$ 4,6 mil para contratar três cabos eleitorais. O PTB também repassou R$ 10 mil à candidatura de MC Banana, mas ele não declarou qualquer gasto. Nenhum deles recebeu votos, segundo a base de dados do TSE.


A legislação eleitoral prevê que, no mínimo, 30% das candidaturas de cada partido devem ser de pessoas do gênero feminino. O percentual também vale para os recursos dos fundos públicos de financiamento dos partidos e das campanhas, com punição para siglas que subfinanciarem candidaturas de mulheres.


O TSE estabeleceu também a regra de que os partidos devem garantir o financiamento das candidaturas de homens e mulheres negros. O Supremo Tribunal Federal (STF) impôs que a regra vale para as prestações de contas já das eleições municipais realizadas em 15 de novembro deste ano.

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