• Diamantino, 19/09/2019
MANIFESTAÇÃO

Centrais preparam ato contra reforma da Previdência e prometem fazer greve geral


Fotografia: Reprodução

A CUT, a Força Sindical e outras centrais sindicais estão organizando o Dia Nacional em Defesa da Previdência em Cuiabá. O ato denominado “Com a Reforma da Previdência do Bolsonaro #VocêNãoVaiSeAposentar será realizado na próxima sexta (22), a partir das 16h, na Praça Ipiranga.


O professor Robinson Cireia, militante do PT e  diretor de Comunicação da CUT-MT,  afirma que as centrais sindicais estão mobilizando os trabalhadores  contra a proposta de desmonte da Previdência apresentada pelo Governo Jair Bolsonaro (PSL). Lembra ainda que a  mobilização busca preparar a greve geral em defesa das aposentadorias.


“A reforma da previdência está encontrando resistência na população e provocando a queda da popularidade do Bolsonaro. Por isso, é o momento de mobilizar a classe trabalhadora para defender o direito a aposentadoria. Basta 30 segundos de conversa com  um trabalhador para convencê-lo que essa proposta é totalmente prejudicial”, disse Cireia.


O sindicalista também pontua que, se a proposta for aprovada, todos os trabalhadores serão prejudicados. Em sua avaliação, as medidas prejudicam tanto os que já estão trabalhando quanto os que ainda vão ingressar no mercado de trabalho.


A realização  do ato foi decida em plenária unificada realizada na última sexta (15).  Na avaliação das centrais, a Proposta de Emenda à Constituição  (PEC) 06/ de 2019,  que Bolsonaro   entregou  pessoalmente ao Congresso, é pior que feita pelo antecessor  Michel Temer (MDB). Para ele, movimento realizado em abril de 2017 foi fundamental para o projeto não avançar.


Reforma


Sindicalistas entendem que reforma dificulta o acesso e reduz o valor dos benefícios ao estabelecer a obrigatoriedade da idade mínima de 65 anos para os homens, 62 para as mulheres, além de aumentar o tempo de contribuição de 15 para 20 anos e retirar da Constituição o sistema de Seguridade Social brasileiro.



Pelas regras atuais, uma mulher de 55 anos e com 25 anos de contribuição teria de trabalhar mais cinco anos para se aposentar por idade e conseguir receber o benefício integral. Ou seja, estaria aposentada aos 60 anos e com 30 anos de contribuição.


Afirmam ainda que a reforma de Bolsonaro, além de impor a idade mínima de 62 anos tem regras de transição duríssimas. Se o Congresso aprovar a PEC, essa mesma mulher terá de trabalhar mais sete anos (55 + 7 = 62) para se aposentar por idade. Ainda assim, ela só chegaria a 32 anos de contribuição (25 + 7 = 32) e não se aposentaria com o benefício integral, que, pelas novas regras, vai exigir, no mínimo, 40 anos de contribuição. (Com Assessoria)

Veja também

DIAMANTINO TSE decide que candidaturas laranjas levam à cassação de toda a chapa
NOVA PERIMETRAL Em audiência, Botelho destaca importância de retomada das obras do rodoanel
CONFLITO NO PSL Assessor de Barbudo quer retomar lotes; suplente vê
COLHEITA Ministério Publico pede cassação do diploma do presidente da câmara de Diamantino e outros 17.
FAKE DELIVERY Assessor de Barranco é preso em Diamantino
REVERÊNCIA Botelho entrega título de Cidadão MT para ministro Dias Toffoli
Publicidade

Copyright © 2013 - 2019 Jornal O Divisor - Todos os direitos reservados