• Diamantino, 22/10/2020
CONSUMIDORES

Pesquisa aponta que cada mato-grossense consome 24kg de carnes e 36kg de laticínios por ano

O Centro-Oeste tem a maior aquisição domiciliar per capita anual de cereais e leguminosas


Fotografia: Rogério Florentino/Olhar Direto

O mato-grossense adquiriu para consumo no domicílio, em média, por pessoa ao ano, 29,7 kg de cereais e leguminosas, 22 kg de hortaliças, 24,1 kg de frutas, 7,4 kg de farinhas, féculas e massas, 10,5 kg de panificados, 24,3 kg de carnes, 36,1 kg de laticínios e 11,3 kg de açúcares, doces e produtos de confeitaria.

Essa e outras informações fazem parte do módulo Avaliação Nutricional da Disponibilidade Domiciliar de Alimentos no Brasil da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2017-2018), fruto de uma parceria do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) com o Ministério da Saúde, e divulgado nesta sexta-feira (03).

A publicação apresenta os resultados referentes às quantidades da aquisição de alimentos para consumo no domicílio, per capita no ano, de alimentos e bebidas da população residente no Brasil e Grandes Regiões, e a comparação com as pesquisas anteriores de 2002-2003 e 2008-2009.

A pesquisa, que foi realizada do dia 11 de julho de 2017 a 9 de julho de 2018, busca identificar a nova realidade da condição nutricional observada na disponibilidade alimentar para consumo nos domicílios brasileiros.

O Centro-Oeste tem a maior aquisição domiciliar per capita anual de cereais e leguminosas, de 32,6 kg, enquanto a média nacional é de 27,7 kg. Além disso, outro destaque interessante e significativo da região são as carnes: a aquisição per capita de 24,5 kg é menor que a do Sul, de 25,5 kg, mas muito acima da média do Brasil, que é de 20,7 kg de carne por pessoa da residência.

A disponibilidade de hortaliças no Centro-Oeste (25,9 kg) também só ficou atrás do Sul (31,3 kg), enquanto a média brasileira foi de 23,7 kg. A aquisição alimentar domiciliar per capita anual de Leite e creme de leite foi maior em Mato Grosso (32,1 kg) do que no Centro-Oeste (28,5 kg), assim como a de Melancia (4,9 kg contra 3,8 kg), de Farinhas (3,3 kg contra 2,5 kg), de Ovos (4,0 kg contra 3,1 kg), de Leite de vaca fresco (9,3 k g contra 6,6 kg) e a de Água mineral (13 litros contra 12,2 litros).

O estudo também mostra a participação relativa dos grupos e subgrupos de alimentos no total de calorias determinado pela aquisição alimentar domiciliar no período. Em Mato Grosso, alimentos in natura e minimamente processados representam 53,8% do total de calorias disponíveis para consumo nos domicílios; ingredientes culinários processados 23,3%; alimentos processados 6,6%; e alimentos ultraprocessados 16,3%.

Disponibilidade de alimentos no Brasil

Cerca de metade (49,5%) das calorias totais disponíveis para consumo nos domicílios brasileiros provém de alimentos in natura ou minimamente processados, 22,3% de ingredientes culinários processados, 9,8% de alimentos processados e 18,4% de alimentos ultraprocessados.

A evolução da disponibilidade domiciliar de alimentos no Brasil, estimada com base nas POFs realizadas em 2002-2003, 2008-2009 e 2017-1018, indica que alimentos in natura ou minimamente processados e ingredientes culinários processados vêm perdendo espaço para alimentos processados e, sobretudo, para alimentos ultraprocessados.

No que se refere à aquisição alimentar domiciliar per capita anual no Brasil em 2017- 2018, destacam-se os seguintes grupos de alimentos: Bebidas e infusões (52,4 kg), Laticínios (32,2 kg), Cereais e leguminosas (27,7 kg), Frutas (26,4 kg), Hortaliças (23,7 kg) e Carnes (20,7 kg).

Entre a POF 2002-2003 e a de 2017-2018, a quantidade média per capita anual de Arroz adquirida nos domicílios brasileiros caiu 37%, variando de 31,5 kg para 19,7 kg no período. Já as aquisições médias per capita de Feijão, por sua vez, caíram 52% no mesmo período, variando de 12,3 kg, em 2002-2003, para 5,9 kg na POF 2017-2018.

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