• Diamantino, 19/02/2019
TRABALHO E DIVERSÃO

Galli assiste a jogo da Copa do Mundo em pleno debate sobre agrotóxicos na Câmara 986


Fotografia: Reprodução

m época de Copa do Mundo, muitos trabalhadores comuns reclamam do fato de não poderem acompanhar o espetáculo protagonizado pelos melhores jogadores de futebol do planeta. No entanto, alguns conseguem "dar um jeitinho" e acompanhar o Mundial. Caso do deputado federal Victório Galli (PSL), flagrado pelo jornal O Globo assistindo ao jogo entre Portugal e Irã, enquanto participava das discussões na Comissão dos Agrotóxicos, na segunda (26).


A distração não parece ter impedido o parlamentar de aprovar o parecer do relator Luiz Nishimori (PR-PR). O texto foi aprovado por 18 votos favoráveis ante 9 contrários, garantindo a flexibilização da venda de defensivos agrícolas no país.


Apesar de a foto mostrar Victório Galli com o celular em mãos, com uma imagem de jogo de futebol na tela, e usando fone de ouvido, o parlamentar disse ao RDnews que as informações de O Globo não passam de ataque aos parlamentares da comissão.


“O Globo mentiu, não tem vídeo, não ligaram para o Galli. Ele estava ouvindo uma mensagem de áudio da equipe. Sobre notícias, ele passou por sites de notícias diversas. O celular não tem TV e a internet dentro da Câmara é ruim para poder ver jogo. E Galli nem assiste jogo. Globo fake News. O Globo e imprensa nacional estão atacando os deputados da comissão”, disse a assessoria de Galli por meio de nota.


PL do Veneno


O projeto analisado pela comissão tem sido chamada de "PL do Veneno", pelos ambientalistas. A Organização das Nações Unidas (ONU) emitiu um alerta ao Brasil sobre à nova lei dos agrotóxicos. A organização internacional demonstra a preocupação com o projeto de lei (6299/2002), de autoria do ministro da Agricultura Blairo Maggi. O texto flexibiliza as regras na venda e aplicação dos defensivos agrícolas, produtos químicos usados no controle de pragas e doenças que atacam os campos.


A carta adverte que, caso o projeto seja aprovado, sete convenções internacionais assinadas pelo Brasil podem ser descumpridas.

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