• Diamantino, 17/07/2019
Exemplo

Candidato que bradava contra a corrupção é acusado de caixa 2 e não pagar cabos eleitorais 1212

Um grupo de denunciantes de Alta Floresta acusa-o inclusive de compra de votos


Fotografia: Reprodução

O candidato a Deputado Estadual Carlos Longo (PSL) de Sinop, que fez 3.143 votos, sendo apenas 1.498 em Sinop esta sendo acusado por um grupo de pessoas (cabo eleitorais) que trabalhou para ele, de não ter pago pelos serviços prestados durante a campanha de 2018.


Traído pela coerência de seu próprio slogan “CORAGEM E SEDE DE JUSTIÇA”, que pregou ética e moralidade, fazendo discurso contra os corruptos da política brasileira, está sendo acusado inclusive de caixa 2, pois não teria feito a contratação regular dos cabo eleitorais, e sequer pago os servidores.


Um grupo de denunciantes de Alta Floresta acusa-o inclusive de compra de votos, onde segundo informações, o candidato prometeu além do pagamento de 1 salário mínimo à cada trabalhador, um “extra” de R$ 5 reais por voto conquistado. Longo conseguiu apenas 57 votos naquela cidade e teria ficado revoltado com a votação, o que teria feito com que não pagasse os cabos eleitorais.


Uma advogada que representa os denunciantes esclareceu à redação que está tentando receber de forma pacífica o salário de seus clientes, mas o recebimento não tirará o desgaste que o candidato terá junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, pois os atos do candidato configuraram crimes eleitorais. “Os denunciantes estão fazendo os devidos boletim de ocorrências e farão denúncia junto ao TRE para que todas as medidas judiciais sejam tomadas contra o candidato”, esclareceu a advogada.


Uma das vítimas que pediu para não ser identificada por medo de retaliação disse ao Visão Notícias que todos estão revoltados com a atitude do candidato, pois o mesmo pregava moralidade, dizendo que era contra a corrupção e atos ilegais, mas fez tudo diferente à suas falas. “Não podemos admitir que uma pessoa que pregava a justiça contra corruptos, cometesse atos desta natureza. Além de querermos receber nossos salários, iremos denunciar junto ao TRE e ao partido que ele representa para que sejam tomadas as devidas medidas judiciais. Um partido político sério não pode admitir em seus quadros um militante desonesto”, concluiu uma das vítimas.


No total, mais de 30 pessoas denunciam o candidato, sendo pessoas de Sinop, Carlinda, Juara e Alta Floresta. A coordenadora de um grupo de trabalhadores contratados de Alta Floresta, Maria Rosangela Ferreira encabeça o grupo e pede justiça das autoridades. “Fomos contratados para pedir votos e não recebemos pelo nosso trabalho. Nosso papel fizemos, agora cabo ao Carlos Longo pagar toda nossa equipe. O fato de ele menosprezar e dizer que não iria nos pagar fez com que todo o grupo se revoltasse e resolvesse o denunciar na justiça eleitoral”, disse Maria.

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