• Diamantino, 17/02/2019
ECONOMIA

Mato Grosso foi o terceiro Estado mais afetado pela crise econômica de 2016 225


Fotografia: Reprodução

O Sistema de Contas Regionais (SCR) de 2016, apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e que fornece estimativas do Produto Interno Bruto (PIB) de cada Unidade da Federação, mostrou que Mato Grosso foi o terceiro Estado mais afetado pela crise econômica, atrás apenas do Piauí e do Amazonas.


Conforme o levantamento, o desempenho do agronegócio , que teve resultado positivo em valores correntes, trouxe certo alívio para a economia de Mato Grosso, apesar da queda do PIB. Curiosamente, o baixo desempenho apontado pela série do IBGE foi provocado justamente pela atividade agropecuária, que naquele ano foi duramente atingida pelas condições climáticas desfavoráveis, devido à forte estiagem ocorrida em especial no período de segunda safra.

O desempenho de Agricultura, inclusive apoio à agricultura e a pós-colheita explica o ganho relativo em valor e a queda em volume, já que nesta atividade houve redução da produção em quantidade, mas também valorização de preços.

Ocorre que, a maior parte da produção agropecuária foi exportada e ficou isenta de pagar Imposto sobre Circulação de Mercadoria (ICMS), medida assegurada pela Lei Kandir. Isso explica, em partes, a forte crise de caixa vivida pelo Governo do Estado nos últimos anos.

No geral, a economia mato-grossense apresentou PIB de R$ 123,83 bilhões e retração em volume de 6,3% em 2016. Mas, ainda assim, o estado aumentou sua participação na economia nacional, de 1,8% para 2,0%, e saltou uma posição na lista de posição relativa segundo o PIB, da 14ª para a 13ª.

O cultivo de soja foi amplamente atingido, bem como as culturas de algodão e milho. Contudo, a atividade teve resultado positivo em valores correntes devido ao aumento de preços e redução de custos de alguns dos principais insumos para a produção. Enquanto isso, na Pecuária, inclusive apoio à pecuária, o crescimento em volume de 4,0% foi impulsionado pela criação de bovinos.

A Indústria do Mato Grosso apresentou queda em volume de 4,5%, em que pesou em grande medida o desempenho da atividade de Construção, com decréscimo de 12,9%. Tal resultado vinculou-se ao contexto nacional de retração da Construção em função da queda de investimento, com destaque para a retração nas obras de infraestrutura. Já em Indústrias de transformação, a queda de 0,9% ocorreu principalmente devido à fabricação de álcool e biocombustíveis.

Serviços sofreu a menor queda em volume entre os três setores, -1,9%, e teve sua participação no valor adicionado bruto da economia mato-grossense reduzida em função do ganho relativo da Agropecuária, em valores correntes.

As atividades que mais influenciaram o resultado em volume do estado foram Comércio e reparação de veículos automotores e Transporte, armazenagem e correio, que apresentaram queda de 9,4% e 5,0%, respectivamente. Porém, outras atividades de grande participação no setor tiveram desempenho em volume positivo, o que contribuiu para conter parcialmente o resultado de Serviços, sendo elas: Administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social, 2,0%; Atividades imobiliárias, 2,6%, e Educação e saúde privadas, 4,5%.

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