• Diamantino, 26/06/2019
ECONOMIA

Principais produtos consumidos na Capital ficam 10% mais caros e custam R$ 453


Fotografia: Reprodução

Os consumidores cuiabanos encerraram o mês de fevereiro deste ano pagando a média de R$ 453,2 pela cesta básica. O valor é 10% maior do que se pagava em igual mês de 2018, quando o preço médio dos 13 principais produtos consumidos mensalmente por uma família custava a média de R$ 410,4. Os dados são compilados pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).


Na avaliação da economista Veneranda Acosta o alto custo da cesta básica gera um impacto muito forte na receita doméstica, já que corresponde por 45,4% do salário mínimo, que está em R$ 998. “Enquanto a cesta básica aumenta entre 10% e 15% em um ano, o salário do trabalhador é ajustado na maioria das vezes pelo Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC), que no acumulado de 12 meses até janeiro somou 3,57%. Com isso, o salário não consegue acompanhar o aumento do custo da cesta básica”.


Segundo a economista, dois fatores pressionam a inflação sobre o valor da cesta básica. O primeiro é o custo de produção pressionado pelo valor do combustível, utilizado para o transporte dos produtos que servem a mesa dos brasileiros.


“Outro custo que puxa a inflação pra cima em relação à cesta básica é a energia elétrica, principalmente a alta incidência de subsídios concedidos pelo governo, dos quais pelo menos 90% beneficiam as grandes indústrias e os produtores rurais. O problema é que quem paga esses subsídios é a população. Percebe-se que as taxas sobre a conta de energia elétrica pesam mais do que o próprio custo com o consumo”, assevera.


O indicador de cesta básica do Imea leva em consideração o custo médio gasto com o consumo mensal em relação a 13 alimentos, como carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, tomate, pão francês, café em pó, banana, açúcar, óleo e manteiga.


No acumulado de 12 meses encerrados em fevereiro os itens que ficaram mais caro foi feijão, batata e pão francês. Já o café em pó, farinha e a carne, ficaram mais em conta, se comparados há um ano.

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