• Diamantino, 20/02/2020
(PSL)

Senadora se isola, sente reflexo da Senadora se isola, sente reflexo da 'lama" jogada no TRE e põe marido para cuidar do caixa do PSL


Fotografia: Reprodução

Selma Arruda (PSL), a senadora que está com mandato na corda bamba por causa de má gestão financeira na campanha, se especializou em armar emboscadas para si mesma. E se complica por causa da inabilidade de quem milita politicamente, mas não se assume como tal. Para piorar, em certos momentos, acaba atropelada pelo discurso paradoxal guiado pela conveniência pessoal. Por causa da linha radical adotada na vida pública como se tivesse na magistratura, a senadora inicia o mandato isolada.


Em dezembro, a poucos dias da diplomação, a então senadora eleita com a maior votação no Estado lançou lama sobre a cabeça daqueles que, no TRE-MT, vão decidir se ela segue ou se limpa as gavetas do gabinete em Brasília e retorna a Cuiabá para curtir a aposentadoria de magistrada. Preocupada depois por ter falado mais do que devia, chegou-se a pensar em procurar pessoalmente cada integrante do Pleno para pedir desculpas sobre o “mal entendido” quando afirmou, com todas as letras, ter sofrido tentativas de extorsão como forma se ser absolvida da denúncia do Ministério Público Eleitoral de abuso de poder econômico. Linha dura como na época em que atuava na 7ª Vara Criminal, Selma não deu braço a torcer. Preferiu manter distância dos juízes do Tribunal.


Ainda antes da posse, dizia que não iria se preocupar com apresentação de emendas parlamentares para não dar brecha à corrupção. Depois, foi demovida da ideia.


Numa conduta questionada, a senadora concordou em ter o marido Norberto ajudando na tesouraria do PSL-MT, que vai receber cerca de R$ 3 milhões neste ano do Fundo Partidário. Espera-se que parte desse dinheiro não seja usado pelo partido para custear honorários advocatícios na defesa da própria senadora, assim como tem feito o PSD em relação a seu presidente regional Carlos Fávaro, justamente aquele que está de olho na cadeira da senadora do Bolsonaro.


Fávaro e a defesa


Carlos Fávaro assegura que os honorários advocatícios de sua defesa nos processos são custeados por ele próprio e não pelo PSD, do qual é presidente.

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