• Diamantino, 14/10/2019
MANIFESTAÇÃO

Centrais preparam ato contra reforma da Previdência e prometem fazer greve geral


Fotografia: Reprodução

A CUT, a Força Sindical e outras centrais sindicais estão organizando o Dia Nacional em Defesa da Previdência em Cuiabá. O ato denominado “Com a Reforma da Previdência do Bolsonaro #VocêNãoVaiSeAposentar será realizado na próxima sexta (22), a partir das 16h, na Praça Ipiranga.


O professor Robinson Cireia, militante do PT e  diretor de Comunicação da CUT-MT,  afirma que as centrais sindicais estão mobilizando os trabalhadores  contra a proposta de desmonte da Previdência apresentada pelo Governo Jair Bolsonaro (PSL). Lembra ainda que a  mobilização busca preparar a greve geral em defesa das aposentadorias.


“A reforma da previdência está encontrando resistência na população e provocando a queda da popularidade do Bolsonaro. Por isso, é o momento de mobilizar a classe trabalhadora para defender o direito a aposentadoria. Basta 30 segundos de conversa com  um trabalhador para convencê-lo que essa proposta é totalmente prejudicial”, disse Cireia.


O sindicalista também pontua que, se a proposta for aprovada, todos os trabalhadores serão prejudicados. Em sua avaliação, as medidas prejudicam tanto os que já estão trabalhando quanto os que ainda vão ingressar no mercado de trabalho.


A realização  do ato foi decida em plenária unificada realizada na última sexta (15).  Na avaliação das centrais, a Proposta de Emenda à Constituição  (PEC) 06/ de 2019,  que Bolsonaro   entregou  pessoalmente ao Congresso, é pior que feita pelo antecessor  Michel Temer (MDB). Para ele, movimento realizado em abril de 2017 foi fundamental para o projeto não avançar.


Reforma


Sindicalistas entendem que reforma dificulta o acesso e reduz o valor dos benefícios ao estabelecer a obrigatoriedade da idade mínima de 65 anos para os homens, 62 para as mulheres, além de aumentar o tempo de contribuição de 15 para 20 anos e retirar da Constituição o sistema de Seguridade Social brasileiro.



Pelas regras atuais, uma mulher de 55 anos e com 25 anos de contribuição teria de trabalhar mais cinco anos para se aposentar por idade e conseguir receber o benefício integral. Ou seja, estaria aposentada aos 60 anos e com 30 anos de contribuição.


Afirmam ainda que a reforma de Bolsonaro, além de impor a idade mínima de 62 anos tem regras de transição duríssimas. Se o Congresso aprovar a PEC, essa mesma mulher terá de trabalhar mais sete anos (55 + 7 = 62) para se aposentar por idade. Ainda assim, ela só chegaria a 32 anos de contribuição (25 + 7 = 32) e não se aposentaria com o benefício integral, que, pelas novas regras, vai exigir, no mínimo, 40 anos de contribuição. (Com Assessoria)

Veja também

CRITÉRIO ELEITORAL "O DEM não apoiará nenhum candidato envolvido em corrupção"
DIAMANTINO TSE decide que candidaturas laranjas levam à cassação de toda a chapa
NOVA PERIMETRAL Em audiência, Botelho destaca importância de retomada das obras do rodoanel
CONFLITO NO PSL Assessor de Barbudo quer retomar lotes; suplente vê
COLHEITA Ministério Publico pede cassação do diploma do presidente da câmara de Diamantino e outros 17.
FAKE DELIVERY Assessor de Barranco é preso em Diamantino
Publicidade

Copyright © 2013 - 2019 Jornal O Divisor - Todos os direitos reservados