• Diamantino, 20/04/2019
HISTÓRIA

Frente fria histórica matou quase 20 escravos em Mato Grosso


Fotografia: Reprodução

Uma friagem no ano de 1822 matou 19 escravos que vinham para Cuiabá, conforme publicado no livro Annaes do Sennado da Camara do Cuyabá (1719-1830), que revela fatos curiosos e momentos históricos de suma importância para a compreensão do processo de fundação e consolidação da capital. A notícia causa espanto, já que a cidade mato-grossense é conhecida pelas altas temperaturas, que chegam a marcar  40 graus Celsius.


O documento cita que o calor da cidade é “quase insuportável”. No entanto, nos meses de junho, julho, agosto e setembro, ventos ao sul, muita chuva e nuvens densas teriam provocado a friagem.

Segundo o arquivo, muitas vezes, o dia amanhece com temperatura elevada, mas em dado momento surge a friagem e vice-versa.  Essas mudanças climáticas estariam causando dores de cabeças.

No mês de agosto, o negociante José Renovato vinha da Bahia, com 14 escravos, mas acabou surpreendido pela friagem, em um local descrito como Chapada do Jatubá, distante 20 léguas (cerca de 90 quilômetros) de Cuiabá. Os escravos não resistiram ao frio e morreram.

Caso semelhante teria sido registrado com Antônio José Cerqueira Caldas, que vinha do Rio de Janeiro, e no mesmo local registrou a morte de cinco escravos. As baixas temperaturas também teriam causado morte de aves, veados e outros animais.



Assim como este caso, o livro reproduz as normas técnicas do Arquivo Nacional para a transcrição e edição de documentos manuscritos, que registra o período de 1724 a 1830.

São registros de mais de um século de funcionamento do parlamento de Cuiabá, ou seja, do equivalente, à época, à Câmara de Vereadores do município. Annaes do Sennado da Câmara do Cuyaba foi a segunda grande obra lançada pelo Arquivo Público na gestão do então governador Blairo Maggi.

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