• Diamantino, 17/07/2019
ÓLEO DIESEL

Caminhoneiros anunciam greve em 1 mês; Mato Grosso não adere movimento


Fotografia: Reprodução

Diante da instabilidade da política de preços do óleo diesel e pelo não cumprimento do pagamento da tabela de frete, os caminhoneiros já deram o prazo para uma paralisação nacional da categoria em 21 de maio, quando se completará um ano da histórica greve que levou ao desabastecimento do país. Por ora, Mato Grosso não adere movimento.


O principal articulador desta construção do movimento paredista, o caminhoneiro Wanderlei Alves, o Dedeco, de Curitiba (PR), disse ao , que não acredita que o presidente Bolsonaro (PSL) vá conseguir manter a estabilidade do preço do diesel nos próximos 30 dias.


“Não acredito que o Governo vai manter o preço do diesel estável. Só tem uma chance de manter essa estabilidade, que é quebrando o monopólio do petróleo da Petrobras. A decisão de paralisar a categoria em 21 de maio foi tomada quando os caminhoneiros fizeram a passeata em Curitiba, em 30 de março, para dar uma alerta ao Governo”.


Dedeco diz ainda que se até a um mês não estiver também em prática a tabela dos preços mínimo, com rigor na fiscalização para fazer funcionar a regra, a categoria vai paralisar.


Em visita à feira Norte Show, em Sinop (a 480 km de Cuiabá), a ministra da Agricultura (Mapa), Tereza Cristina (DEM-MS), avalia que a tabela de frete dos caminhoneiros não trouxe resultados positivos para a economia. “A regra foi criada em um momento de crise, e só encareceu os fretes. Só temos duas saídas, ou esperamos o Supremo julgar a inconstitucionalidade do preço mínimo ou vamos esperar a alternativa que está sendo elaborada pela USP, a pedido do Governo Federal”.


Dedeco discorda da ministra. “Nunca pagaram o preço mínimo do frete. Não é repassado ao caminhoneiro o valor do frete. A ministra está equivocada em relação à tabela do frete. O preço mínimo cobre apenas o nosso custo”.


Outra crítica do caminhoneiro é o anúncio do Governo Federal da liberação de R$ 500 milhões em crédito pelo BNDES, que poderá ser acessado por caminhoneiros autônomos, como limite de R$ 30 mil por caminhoneiro. O valor deverá ser usado para reparos e compra de pneus. “R$ 30 mil conseguimos pegar no banco sem auxílio do governo. Para que esse valor a quem não consegue se manter. A categoria está endividada”, critica.


Na conjuntura de construção de um movimento grevista, a proposta dos caminhoneiros já ganha adesão de Estados do Nordeste como Bahia, Minas Gerais no Sudeste e Rondônia, na região Norte. Mato Grosso ainda não se manifestou sobre o tema.


Nos bastidores, uma liderança ligada ao movimento dos caminhoneiros, disse que neste momento de incipiência, as chances de uma greve como há um ano ainda são muito remotas. Uma grande parte dos caminhoneiros em Mato Grosso ainda estão querendo dar mais um tempo para ver se o Governo Bolsonaro vai conseguir fazer algo de positivo.

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