• Diamantino, 14/11/2019
GREVE

Calor e mosquitos perturbam vigília na AL; deputados são xingados

Professores em greve ocupam galerias e protestam, cantam e hostilizam parlamentares


Fotografia: Rodinei Crescêncio

ais de 100 servidores da Educação ocupam desde ontem (23) a Assembleia. A noite foi perturbada por mosquistos que envadiram a sede do Poder Legislativo depois que os trabalhadores tiveram que abrir as janelas para dormir, já que o ar condicionado foi desligado assim que encerrou a sessão vespertina. Além do problema, os professores que estão acampados dentro do prédio só puderam jantar depois das 22h. A entrada nas galerias ficou restrita.


Com a reivindicação pelo pagamento da Lei Complementar 510 que dispõe sobre o ajuste salarial de 7,6%, os trabalhadores manifestam durante sessão que está sendo realizada nesta manhã (24). Depois de uma noite sob péssimas condições, os servidores querem impedir a sessão na qual deverá ser apresentado o substitutivo ao Projeto de Lei Complementar 53 de 2019, que reinstitui os incentivos fiscais no Estado.


A professora Ana Karolina, de Várzea Grande, relata que os servidores que ficaram acampados dentro da Assembleia e só puderam receber alimentos depois das 22h. A maioria chegou por volta das 15h30 para acompanhar a sessão e ficou sem comer por mais de 8 horas.


“O movimento está sendo tranquilo. Nós não temos intenção de criar situação de desconforto para ninguém. Queremos sensibilizar os deputados para que atendam nossa causa também. Estamos aqui para exigir o cumprimento da lei e que os deputados se posicionem a favor dessa negociação”, afirma a professora.


A professora Bruna veio do município de Pedra Preta (a 242 km de Cuiabá) com mais 14 professores. “A noite foi tranquila, um cuidando do outro. Ao contrário do que muitos dizem, nós não estamos aqui com truculência, estamos aqui com educação, somos educadores, temos que dar exemplo”.


Deputados hostilizados


Na hora que os deputados começaram à chega na plenária, para dar início à sessão, foram hostilizados, com raras exceções.


A cobrança foi maior sobre o presidente da Mesa Diretora, Eduardo Botelho (DEM), e, principalmente, para a deputada Janaina Riva (MDB), a quem os servidores disseram para parar de “caô”, e a quem cantaram a música de Rita Lee. “Venenosa, erva venosa, é pior do que cobra cascavel seu veneno é cruel”.

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