• Diamantino, 27/01/2020
TEMAS GRAVES

Mendes: "Não vamos mudar o País se o Congresso se acovardar"

Governador diz que problemas continuarão se a forma de abordá-los não for diferente



O governador Mauro Mendes (DEM) criticou a atuação do Congresso Nacional em relação a “temas graves”. Para o democrata, os parlamentares se “acovardam” diante de pautas relevantes em nome do “politicamente correto”.


Mendes não citou quais temas, mas recentemente – em um encontro entre o governadores em Brasilía - disse que o Congresso Nacional deveria debater pautas relativas à segurança pública, como a pena de morte para traficantes, por exemplo.


 


“Não vamos mudar esse País se o nosso Congresso Nacional se acovardar diante dos mais graves temas que lhes são apresentados. Muitas vezes nossos políticos pensam só nas próximas eleições, o que é politicamente correto, pensando no seu voto, e não agem como lideranças. Não agem como pessoas que querem o bem no presente e no futuro”, disse.


“E aí faz aquilo que é obvio. Meus amigos, fazendo o óbvio, enfrentando o problema do mesmo jeito, muito provavelmente nós entregaremos os mesmos resultados”, completou Mendes.


A declaração foi dada durante de filiação do PSB na Capital, no final de semana. Mauro já foi filiado a legenda.


Na ocasião, o governador listou alguns dos problemas encontrados por ele ao assumir o Paiaguás, entre os quais atrasos em pagamentos na área da Saúde, viaturas que deixaram de rodar em todo o Estado, em função de atraso no pagamento dos fornecedores de combustível, além de salários e décimo terceiro atrasados. 


Para isso, o democrata lembrou que tomou medidas duras, e até impopulares, assim que tomou posse. Logo nos primeiros meses de gestão, o governo enfrentou uma das maiores greves na Educação e não recuou.


“Por isso, quando assumimos, nós não fizemos o óbvio. Tivemos a coragem de falar a verdade para o nosso servidor, para os nossos produtores rurais... E eu dizia na campanha: ‘Mato Grosso está quebrado. E se quisermos mudar essa realidade todos, terão que ajudar a pagar essa conta para que possas construir esse Estado’”, lembrou.


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