• Diamantino, 17/01/2020
DIAMANTINO

Rival dos EUA, Irã é 3º maior comprador de MT, com exportação de US$ 740 mi

O presidente Hassan Rouhani disse que Irã estará mais determinado a resistir aos EUA


Fotografia: Ankara

Com a crise instalada entre Estados Unidos e Irã, Mato Grosso tem mais a perder comercialmente se o Brasil se posicionar a favor do país comandado por Donald Trump, do que caso se mantenha ao lado do país administrado por Hassan Rouhani. A tendência é que caso o conflito alcance projeções mais drásticas, o Brasil se posicione a favor dos EUA, e isso pode significar perdas econômicas preponderantes para a balança comercial do Estado.


De janeiro a novembro de 2019, o Irã pagou US$ 738,9 milhões pelos produtos mato-grossenses. A maior parte do investimento se deu na compra de cereais e farinhas, totalizando US$ 358 milhões no período. O país, situa-se como o 3º maior mercado consumidor dos produtos mato-grossenses, ficando atrás de Vietnã e da imbatível, China, que gastou quase US$ 5 bilhões comprando commodities do Estado, conforme dados do Ministério da Economia e do Agrostat.


Já os EUA, que é um dos principais concorrentes do Brasil na produção de alimentos, desembolsou apenas US$ 30,8 milhões com produtos mato-grossenses. O valor ainda foi generoso se comparado com o pago pelas exportações em 2018, que foi de apenas de US$ 501 mil por produtos agrícolas.


No quesito importação, apesar dos Estados Unidos ser um importante parceiro comercial do Brasil e de Mato Grosso, o Estado tem cada vez mais diversificado sua relação comercial.


Em 2018, o maior volume de compras feitas por Mato Grosso no mercado internacional foi do Canadá, com US$ 285,9 milhões em negociações. Em 2019, com dados até novembro, os contratos somaram US$ 259,9 milhões.


Dos EUA, Mato Grosso importou US$ 245 milhões, enquanto que no ano anterior foram US$ 186 milhões. Já a Rússia foi o país com maior valor negociado com Mato Grosso em relação às importações, somando US$ 301 milhões.


Entenda o conflito


Os Estados Unidos já vem a algum tempo tentando minimizar o Irã nas relações internacionais com o Oriente Médio. As tensões ficaram mais evidentes nesta quinta (2), quando após ataque das forças armadas norte-americanas, foi assassinado o ministro Qasem Soleimani, do primeiro escalão do governo iraniano. A situação tem provocado tensão em todo o mundo, visto que o Irã promete responder aos EUA, e isso, transformar-se em uma guerra com proporções mundiais.

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