• Diamantino, 22/10/2020
OPERAÇÃO GERION

PF prende conselheiro Waldir Teis por obstrução de investigação da Ararath

Waldir Teis está afastado do cargo de conselheiro desde setembro de 2017 pela Ararath


conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) Waldir Teis foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quarta (1º). O mandado de prisão foi determinado pelo Superior Tribuna de Justiça (STJ) por embaraço à investigação de infração penal, no âmbito da Operação Ararath, deflagrada em 17 de junho. Os agentes estão neste momento no edificio Maruanã, na avenida do CPA. A ação é  acompanhada pelo advogado Diógenes Curado, que faz a defesa do conselheiro.




Waldir Teis

Outros dois mandados de busca e apreensão também são cumpridos na manhã de hoje. Os agentes buscam outros documentos relacionados a Teis.


O advogado do conselheiro informou que ele já está na sede da PF e irá passar por exame de corpo de delito. Deve ser encaminhado para o Centro de Custódia da Capital (CCC).


A obstrução de Justiça ocorreu na 16ª fase da Ararath. A PF foi até o escritório dele na avenida do CPA. Teis saiu "de fininho” do local, pegou um elevador, mas foi flagrado por uma agente da Polícia Federal descartando cheques.


A essa etapa da investigação, que está na 16ª fase, foi dado o nome de Operação Gerion. Na mitologia, Gerion é um gigante difícil de combater.


O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o conselheiro pela obstrução. De acordo com a denúncia, ao notar que os policiais se concentravam em uma segunda sala, Teis recolheu uma série de talões de cheques com cifras milionárias e outras folhas assinadas, mas sem preenchimento do valor, que estavam em sala ainda não analisada pelas autoridades. Mas acabou sendo flagrado, e o material, que havia sido jogado numa lixeira, foi recolhido.


Em sua denúncia, o MPF narra que no dia da Gerion membros do órgão e agentes da PF estiveram em 19 endereços ligados aos investigados na Ararath. Durante as buscas no escritório do conselheiro do TCE-MT, a PF flagrou o investigado tentando destruir cheques assinados em branco e canhotos de cheques - jogando-os na lixeira do prédio, depois de descer correndo 16 andares de escada. A tentativa do conselheiro foi filmada e fotografada. Só não houve prisão em flagrante por que conselheiro tem imunidade semelhante à de magistrados, o que restringe a possibilidade prisões quando se tratar de crimes afiançáveis.


Na investigação, a PF e o MPF identificaram que os cheques são de empresas ligadas à organização criminosa da qual o conselheiro faria parte. Os canhotos dos cheques somam mais de R$ 450 mil. Na decisão, o ministro do STJ Raul Araújo apontou indícios de materialidade e autoria dos crimes investigados e decretou a prisão preventiva do conselheiro para a garantia da ordem pública, para a conveniência da instrução criminal e também pelo perigo gerado pelo investigado contra a elucidação dos fatos.

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