• Diamantino, 25/03/2019
QUEIMA DE ARQUIVO

Suspeito de incendiar prefeitura é assassinado em MT 609


Fotografia: Reprodução

Um jovem foi assassinado na noite de domingo (13) dentro de uma casa na cidade de Apiacás, a 1.005 km de Cuiabá.


Juliano da Rocha Oliveira, de 26 anos, era investigado por suspeita de envolvimento no incêndio que destruiu a estrutura da Prefeitura de Nova Bandeirantes, a 980 km de Cuiabá, em outubro de 2017.


De acordo com o prefeito de Nova Bandeirantes, Valdir Pereira dos Santos (PSB), Juliano era uma das pessoas apontadas pela polícia como responsável pelo incêndio. O corpo de Juliano foi enterrado em Alta Floresta, a 800 km de Cuiabá.


Segundo a Polícia Civil, o assassinato ocorreu na noite de domingo, em uma casa no Bairro Primavera, em Apiacás.


Testemunhas chamaram a polícia depois que ouviram dois disparos na residência. Os policiais encontraram a porta aberta e Juliano caído, já sem vida, entre dois sofás da sala.


Os investigadores suspeitam que Juliano foi morto a tiros pelas costas enquanto jantava. Uma vasilha com comida estava jogada no chão.


Até esta terça-feira (15) não havia nenhum suspeito preso ou identificado pela polícia.


Incêndio e operação


Na ocasião, a sede da administração municipal foi destruída, após dois homens renderem o vigilante do prédio e atearem fogo no local.


Os criminosos não roubaram nada do local e os únicos documentos que sobraram foram de arquivos antigos do município, uma vez que o fogo foi contido antes desses documentos serem atingidos.


O incêndio ocorreu no dia 2 de outubro de 2017, menos de duas semanas após a prefeitura ser alvo da Operação “Loki”, deflagrada pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz) para apurar supostas fraudes, desvio de dinheiro e pagamentos ilegais.


A fraude, segundo a Defaz, contaria com a participação de prestadores de serviços, funcionários públicos municipais e do atual prefeito de Nova Bandeirantes. O prefeito nega o envolvimento nas fraudes apuradas e qualquer ligação com o incêndio na sede da administração.


Desde o incêndio, a prefeitura tem funcionado em um prédio alugado em frente a antiga sede. Uma nova licitação, com valor de R$ 2,23 milhões, ainda será feita para a construção de uma nova sede.


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