• Diamantino, 20/04/2019
AÇÃO CRIMINAL

Confusão entre assessores de Barbudo e Selma durante a campanha vira processo


Fotografia: Reprodução

nquanto a senadora Selma Arruda e o deputado federal Nelson Barbudo, ambos do PSL do presidente da República Jair Bolsonaro, trocam juras de fidelidade eterna, seus assessores se enfrentam na Justiça por conta de confusão ocorrida na campanha eleitoral.


O termo circunstanciado elaborado pela autoridade policial gerou processo criminal, ainda em fase inicial, que tramita na Vara Especializada dos Juizados Especiais de Sorriso, sob a responsabilidade do juiz Érico de Almeida Duarte.


O Ministério Público já solicitou que seja agendada uma audiência de conciliação, onde as partes podem entrar em acordo. Neste caso, o processo será extinto. Se não houver entendimento, a ação seguirá o trâmite normal.


Adavilson Azevedo da Costa, atualmente lotado no gabinete de Selma, teria ameaçado e até agredido Rafael Klas Dal Bó, que é chefe do gabinete de Barbudo. A confusão ocorreu em outubro, em Sorriso, ainda durante a campanha eleitoral.  Testemunhas afirmam que ele apenas revidou.


Como Adavilson é militar da reserva e faz parte de clube de tiros, Rafael teria se sentido ameaçado.  Por isso, procurou a autoridade policial. A reportagem procurou o assessor de Selma, para que se pronuncie sobre o caso. No gabinete, foi informado que ele estava em uma agenda externa. E, até a publicação desta reportagem, ele não se pronunciou sobre o caso. O espaço segue aberto.


Segundo a movimentação processual, Adavilson pode ser beneficiado por transação penal por se tratar de delito de baixo potencial ofensivo. Tanto Adavilson quanto Rafael eram membros da coordenação-geral da campanha de Bolsonaro em Mato Grosso junto com  Leandro Figueiredo, Paulo Schenatto e  Norberto Arruda.


Nomeado por Selma como auxiliar parlamentar júnior, Adavilson  tem  salário de R$ 5,3 mil. Já Rafael ganha R$ 8,7 mil. Os dados estão disponíveis no portal Transparência do Senado e Câmara Federal.


Às 12hAssessores se reconciliaram


Adavilson e Rafael informaram, através da assessoria de Selma, que se reconciliaram dias após o incidente e inclusive,  atuaram juntos no segundo turno das eleições que resultaram na vitória de Bolsonaro. Argumentam que o termo circustanciado foi registado no calor do acontecimento e que pretendem participar da audiência de conciliação para esclarecer os fatos e pedir o arquivamento da ação criminal.

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