• Diamantino, 03/08/2020
SENADO

TRE pede eleição ao Senado em novembro; economia seria de R$ 11 mi

Eleições municipais foram adiadas para novembro, mas pleito ao Senado em MT segue sem definição


O desembargador Gilberto Giraldelli, presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Mato Grosso, defendeu que a eleição suplementar para o Senado no Estado ocorra no mesmo dia que o primeiro turno do pleito municipal, em 15 de novembro.


 


Ele oficializou um pedido sobre o tema ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luis Roberto Barroso, na semana passada.


 


A eleição suplementar – que deveria ocorrer no dia 26 de abril – está suspensa por determinação da ministra Rosa Weber, então presidente do TSE. Isso por conta da pandemia do novo coronavírus. A suplementar deverá ocorrer por conta da cassação da senadora Selma Arruda (Podemos).


 


Ao MidiaNews, Giraldelli defendeu o pleito conjunto para a escolha de vereadores, prefeitos e senador. Segundo o presidente, a eleição ficaria menos onerosa aos cofres públicos e traria menos risco à saúde pública.


 




Eu defendo que se realize eleição suplementar conjuntamente a municipal. Não só pelo aspecto administrativo



“Eu defendo que se realize eleição suplementar conjuntamente a municipal. Não só pelo aspecto administrativo – logística e contratação de empresas - como pelo aspecto financeiro, porque haveria o custo de apenas uma eleição”, disse.


 


“Há, também, o aspecto de saúde pública, porque se nós não pudermos realizar nessas datas atrasadas, que seriam 15 de novembro, nós teríamos que realizar em outra data. Ou seja, fazer toda uma movimentação de servidores, além da movimentação de eleitores”, defendeu o presidente.


 


Preço do pleito


 


O presidente afirmou que a eleição suplementar custaria aos cofres públicos uma média de R$ 11 milhões. Já o pleito municipal, como há a possibilidade de um segundo turno para prefeitos, pode chegar a até R$ 15 milhões.


 


Ou seja, se feita em conjunto a Corte de Contas poderá economizar cerca de R$ 11 milhões.


 


“A única diferença é que a urna eletrônica teria que ter três votos, ao invés de dois. Nós teríamos uma economia fantástica. Se formos fazer uma eleição municipal e outra para o Senado gastaríamos praticamente o dobro. Nós podemos fazer tudo em uma única data, partindo do ponto de vista administrativo, financeiro e principalmente sob o aspecto da saúde pública”, disse.


 


Sem definição


 


Com a suspensão da eleição suplementar, todo o calendário e prazos referente ao pleito foram suspensos.


 


Agora, assim que o TSE definir uma nova data, uma resolução deve ser publicada pelo TRE.


 


“Tinhamos uma resolução que cuidava exatamente do calendário eleitoral para o Senado. Como houve a mudança, vamos ter que readequar essas datas e prazos”, afirmou Giraldelli.

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