• Diamantino, 21/10/2020
FIM DA MEIA ENTRADA

Veja quem são os sertanejos que pediram a Bolsonaro o fim da meia-entrada

De acordo com a legislação, 40% dos ingressos de um evento devem ser destinados à meia-entrada


O presidente Jair Bolsonaro recebeu, nessa quarta-feira (29/1), no Palácio do Planalto, promotores de eventos culturais, artistas e cantores sertanejos, que foram manifestar apoio ao atual governo. “Nós agradecemos esse voluntário apoio. Alguns até perderam seus contratos com as respectivas empresas e foram perseguidos, mas isso não foi em vão”, disse o presidente durante a cerimônia.


Bolsonaro colocou-se à disposição do grupo para receber propostas e analisar a edição de decretos que beneficiem o setor cultural e de eventos. O presidente disse ainda que é apaixonado pela música sertaneja e que vai este ano à tradicional Festa do Peão de Barretos, em agosto na cidade do interior de São Paulo.


O locutor de rodeios Cuiabano Lima, o humorista Dedé Santana e cantores como João Neto e Frederico, Henrique e Juliano e Teodoro e Sampaio participaram do encontro na Presidência da República. Os artistas também entregaram uma carta de apoio ao governo.


Fim da meia-entrada


Em discurso, o representante da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (Abrape), Doreni Caramori, defendeu o fim da meia-entrada em eventos culturais. “Não pode o Estado brasileiro intervir na economia e tomar 50% da receita de alguns setores sem compensação. Nós precisamos corrigir essa injustiça histórica”, afirmou.


No Brasil, a política de meia-entrada é definida pela Lei Federal nº12.933/2013 que garante o benefício para estudantes, pessoas com deficiência e jovens de baixa renda com idade entre 15 e 29 anos em espetáculos artístico-culturais e esportivos. Alguns estados e municípios também têm  leis regionais que estendem o benefício, por exemplo, a professores.


De acordo com a legislação, 40% dos ingressos de um evento devem ser destinados à meia-entrada. A partir disso, os promotores podem cobrar o valor total.


Caramoni pediu ainda ao presidente Bolsonaro a regulamentação de questões trabalhistas do setor e um novo modelo de cobrança de direitos autorais. Hoje, o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), uma associação privada, é responsável pela arrecadação dos direitos autorais das músicas tocadas em execução pública no Brasil.


Emissoras de rádio e televisão, shows, eventos, internet, bares, restaurantes, casas de espetáculos, lojas, boates, cinemas, academias, hotéis, plataformas de streaming, entre outros, são cobrados por direitos autorais. No ano passsado, O Ecad distribuiu R$ 986,5 milhões para 383 mil artistas e outros titulares.


Participaram do encontro, de acordo com o Planalto, os cantores:


Bia Ferraz


Breno Ferreira


Bruno e Marrone


Cesar Menoti e Fabiano


Cleber e Cauan


Cuiabano Lima


Dedé Santana


Dipaulo e Paulino


Duduca e Dalvan


Durval e Davi


Edu Braga


Gian e Giovani


Gilberto e Gilmar


Henrique e Juliano


Héster e Helena


Hugo e Guilherme


Hungria


Israel Novaes


Jads e Jadson


Jefferson Moraes


João Neto e Frederico


João Reis


Kleo di Bah


Matheus e Kauan


Marcos Brasil


Marcus Paulo e Marcelo


Max e Luan


Paraná


Paulo Pires


Racine e Rafael


Rejane Carminati


Samuel (Os Parazinhos)


Saonara Power Santana


Teodoro e Sampaio


Tiago (Os Parazinhos)


Zé Henrique e Gabriel

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